Quando eu era mais jovem (lá por volta da minha adolescência), fui uma pessoa peculiar; nunca gostei de festas, de eventos, cinema e tal... sempre preferi ficar em casa na minha.
Caseiro como só eu mesmo, sempre tirava minhas horas vagas (quando não estava na Igreja ou estudando) na cozinha com minha mãe (Dona Celi), observava como ela peneirava a farinha de trigo, batia as claras em neve, batia as gemas com a manteiga para fazer um bolo fofinho.
Ela me mandava fazer as compras para preparar uma refeição ou um bolo e me dava orientações de como comprar uma boa cebola ou batata e os cuidados com as latas de conserva que não podiam estar amassadas.
Logo eu pedia para bater a massa de bolo à mão, para fazer arroz, fazer café e ela falava alto: "Sai daqui, menino. Lugar de homem não é na cozinha".
Mas eu não me emendava e logo voltava para as minha aulas particulares de culinária com minha mãe... e ela passou a se acostumar com minha presença na cozinha e a pedir uma mãozinha...
Nessa época, meu pai possuía um açougue e eu ajudava (como eu podia) lá também. Atendia freguês, cortava bife (um dia eu estraguei uma peça de patinho com um corte no sentido transversal) e cortava as gordurinhas da carne para fazer moída.
Essas coisas me infundiram uma apreciação pela boa comida e assim pela culinária...
Grande parte do conhecimento culinário que possuo eu devo à minha Mãe, que ainda manda bem no forno e fogão.
Ainda estou aprendendo muita coisa e pretendo fazer cursos na área para desenvolver as técnicas culinárias e ampliar o leque de possibilidades.
Lugar de homem é onde quer que ele se sinta bem e possa se realizar, mesmo que seja na cozinha.
Dudu Oliveira

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